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SOBRE ESTA SEÇÃO
Imagens que marcaram época, sons inesquecíveis, personagens que fizeram história. Para entender o presente, é preciso conhecer o passado. Aqui, recordar é mais do que viver. É saber, é contextualizar, é rememorar. Viaje no tempo.
 
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Domingo, 25 de outubro de 2020
80 anos de Pelé

A ocasião da sexta-feira merece celebração não apenas no dia em si, mas em todos eles. Por isso, esta edição especial de "Raridade Rara" resgata 10 - apenas 10 de bem mais que seria bom trazer, mas ao menos como ilustrativo espero que valha - momentos especiais do "Atleta do Século 20" relatados pelo rádio e pela televisão.

O primeiro é de 29 de junho de 1958, no Rasunda de Estocolmo, os 5 x 2 do Brasil pela vez primeira campeão mundial diante da Suécia. Ali o mundo começava a saber que surgiria o "Rei do Futebol". Os lances têm o relato, feito na década de 1990 para o "Grandes Momentos do Esporte" na TV Cultura, do então apresentador da Rádio Jovem Pan e talvez maior fã de Pelé que exista na imprensa esportiva brasileira e mundial, Milton Neves.



O segundo é de 5 de março de 1961, Torneio RJ/SP no Maracanã. O Santos venceu o Fluminense por 3 x 1 e Pelé marcou um gol tão bonito que mereceu de Joelmir Beting, repórter do jornal O Esporte, a eternização em uma placa. Surgia aí a expressão "gol de placa". Em 2011, quando do cinquentenário deste lance mágico relatado por Pedro Luiz na Rádio Bandeirantes, o "Jornal da Band" destacou a efeméride em reportagem de Fernando Fernandes com depoimentos do seu então comentarista Joelmir e do árbitro Olten Ayres de Abreu.



O terceiro é da decisão paulista de 19 de maio de 1968, quando Pelé barbarizou no Parque Antarctica para levar o Santos ao topo com 3 x 1 sobre o Palmeiras. Haroldo Fernandes, da Rádio Tupi (Equipe 1040), narrou seu golaço.



O quarto é o milésimo gol, anotado em 19 de novembro de 1969 no Maracanã, Vasco 1 x 2 Santos pelo Roberto Gomes Pedrosa. A Rádio Globo contou com Waldir Amaral, comentário de arbitragem de Alberto da Gama Malcher e reportagem de José Carlos Araújo e Deni Menezes. Um dos gols mais famosos de todos os tempos.



O quinto é a final da Copa do Mundo em 21 de junho de 1970, o tri no Jalisco de Guadalajara. O melhor da história abriu os 4 x 1 sobre a Itália, no primeiro Mundial transmitido ao vivo pela televisão brasileira, que uniu Globo, Bandeirantes, Tupi e Record em um pool chamado de "Rede Brasileira dos Esportes". O primeiro tempo foi transmitido dividido por Oduvaldo Cozzi - que relatou o gol de Pelé - e Walter Abrahão, com Fernando Solera no segundo.



O sexto é de 2 de outubro de 1974, despedida do Rei da Vila Belmiro em um Santos 2 x 0 Ponte Preta que, para fins específicos de Campeonato Paulista, não teve nada de mais especial. Especial a partida ficou por causa do adeus dele no templo maior de seus feitos. A TV Gazeta de São Paulo, então retransmitida para vários estados e também outros países, contou com Peirão de Castro, Roberto Petri e Rubens Pecce. Recentemente, ela reprisou o jogo.



O sétimo é de 1º de outubro de 1977, Giants Stadium em Nova York. Jogando pelo Cosmos, o tricampeão mundial fez seu último gol nos 2 x 1 sobre o Santos. O Brasil assistiu a partida ao vivo através da associação da TVS do Rio de Janeiro com a Rede Tupi a partir de São Paulo, narração de Walter Abrahão - que só o chamava de "Ele". Há pouco tempo faleceu o responsável por negociar para cá os direitos do amistoso, o radialista Miguel Vaccaro Netto.



O oitavo é de 25 de abril de 1985. Apenas três dias depois da morte do presidente eleito Tancredo Neves, o Brasil faria um amistoso contra a Colômbia, vencendo por 2 x 1. Pelé estreava ali como comentarista da TV Bandeirantes, formando trio de cabine com Luciano do Valle e Juarez Soares, eles que um ano depois estariam no México para a Copa do Mundo. A associação dos craques do futebol e da narração se estenderia até a criação da Copa Pelé em 1987, eternizando o futebol masters. A reportagem no Mineirão foi de José Eduardo Savóia.



O nono é de 31 de outubro de 1990, celebração dos 50 anos - completados oito dias antes - no San Siro de Milão. A seleção mundial ganhou por 2 x 1 e o gol do Brasil foi daquele que substituiu Pelé: Neto, hoje apresentador e comentarista da TV Bandeirantes, que fez esta partida com Jota Júnior e Mário Sérgio.



E o décimo e último é de 17 de julho de 1994, Brasil campeão mundial depois de 24 anos no 0 x 0 + 3 x 2 com a Itália. Rose Bowl eternizando a imagem do "Rei do Futebol" vibrando feito louco ao lado de Ciro José, Arnaldo Cezar Coelho e especialmente Galvão Bueno, na segunda de três Copas que faria pela TV Globo. É tetraaa!!! É tetraaa!!!

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