Desde 02/06/2003 Criação, produção e edição: Edu Cesar


papodebola@gmail.com


papodebola


sitepapodebola


edupapodebola


(51) 99843-7700

SOBRE ESTA SEÇÃO
Imagens que marcaram época, sons inesquecíveis, personagens que fizeram história. Para entender o presente, é preciso conhecer o passado. Aqui, recordar é mais do que viver. É saber, é contextualizar, é rememorar. Viaje no tempo.
 
LEIA AQUI as colunas anteriores
 
Segunda, 3 de fevereiro de 2020
10 anos do desmaio de Batista

De 10 anos para cá, temperaturas quentes no Rio Grande do Sul passaram a significar "calor de desmaiar Batista". Você sabe muito bem de qual imagem estou falando, é evidente pois ela virou um clássico. Mas aqui vale lembrar de tudo que a cercou e que remonta a um calor que defini à ocasião neste PAPO DE BOLA - O SITE como o mais insuportável que enfrentara em então 28 anos de vida - é que eu jamais imaginaria ali que a temperatura do último dia 31 de dezembro passaria dos 40 graus, sendo a mais quente deste mês aqui em Porto Alegre em 110 anos...

Bom, essa história não começa em 3 de fevereiro de 2010 e sim em 31 de janeiro. Naquele domingo, um trio foi escalado pelo Premiere para dois jogos na Serra num espaço de 8 horas. Marco de Vargas, Régis Nestrovski e Rogério Giaretta Jr. fizeram tanto Veranópolis 1 x 0 Juventude às 11h quanto Caxias 2 x 0 Novo Hamburgo às 17h. Na partida do Centenário, a sensação térmica era bem maior que os 29 graus registrados. A consequência: Nestrovski abandonou a transmissão antes do fim por ter uma crise de pressão alta e desmaiar, sendo atendido no Hospital da Unimed e, depois, liberado para se recuperar aqui na capital. As questões térmicas influenciaram na alternância da pressão arterial, além de uma atividade acumulada em tempo curto e condição climática desfavorável.

Mas aquele fim-de-semana não pegou apenas o comentarista do Premiere. No mesmo domingo, outro cronista também sofreu com o forte calor: Cláudio Cabral, da Rádio Bandeirantes, que não comentou Internacional 1 x 0 Grêmio no Colosso da Lagoa devido a uma indisposição (não me recordo mais nem quem o substituiu e nem se comentou dos estúdios no Morro Santo Antônio ou presencialmente em Erechim). Já Nando Gross, então apresentador da Rádio Gaúcha, não trabalhou na sexta-feira por problemas de saúde gerados pelo calor - depois fez normalmente o "Sala de Domingo", mas registrou no Twitter que tanto não estava totalmente bem que, por precaução, faria seu comentário no programa "TVCOM Esporte Clube" e a apresentação do "Hoje nos Esportes" caso a saúde permitisse.

Chegamos, enfim, à fatídica quarta-feira da data hoje rememorada. Grêmio x São Luiz no Olímpico foi marcado para 17h. Mas por que causa, motivo, razão ou circunstância um jogo foi marcado para este horário em dia de semana sem ser feriado? Grade de TV. Pior: grade de TV fora do Brasil. O horário foi motivado pelo PFC Internacional, que faria naquele dia uma rodada tripla ao vivo para os brasileiros residentes no exterior com uma partida às 17h, outra às 19h30 e a última às 21h50 - no dia seguinte, por exemplo, o fim de tarde foi a faixa na qual aconteceu Portuguesa 1 x 1 Palmeiras pelo Paulistão, clássico caótico (mas essa é uma história que esta seção lembrará amanhã).

A transmissão do Premiere começaria às 16h50. Antes, Batista e o narrador Gustavo Manhago entraram ao vivo às 16h15 no "TVCOM Esporte Clube", programa da saudosa emissora UHF e por assinatura da RBS, que normalmente era apresentado por Alice Bastos Neves - mas naquele dia ela substituiu Paulo Brito no "Globo Esporte" e, por isso, Felipe Bueno a substituiu. O termômetro da TVCOM na tela informava 37 graus como temperatura, mas em regiões próximas ao "Velho Casarão" ela chegava a passar dos 40. Quando a entrada da dupla na cabine estava terminando, aconteceu aquilo mesmo que, convenhamos, eu sei que você tem uma vontade sádica de rever, que é o ex-jogador respirando fundo e revirando os olhos antes de capotar para surpresa do narrador e imediato retorno da imagem para o estúdio, onde Felipe estava atônito e o comentarista Maurício Saraiva segurou as pontas de imediato.



Imediatamente Batista foi atendido pela equipe de emergência do Olímpico e voltou a si após 30 segundos "fora do ar", tanto que mesmo com este incidente comentou normalmente o 1 x 1 entre o Tricolor e o clube de Ijuí.



Após o jogo, Batista contou que chegou correndo ao estádio, suando muito, e encontrou um ambiente quente demais, sem ventilador e nem ar condicionado na cabine, onde a sensação térmica era de uns 50 graus - Manhago explicou no Twitter que fez o colega voltar a si quando jogou água em seu rosto e citou que tanto o Monumental quanto o Beira-Rio não tinham ar condicionado e nem sequer ventiladores nas cabines, nas quais nem água era oferecida. E quase que sobra para outro cronista nesta mesma peleja: Daniel Oliveira, narrador da Rádio Bandeirantes, que confessou que quase "pifou" em determinada altura do 2º tempo, mas que segurou na boa a transmissão até o fim.

Praticamente todos os sites esportivos brasileiros destacaram este acontecimento com o ex-jogador da dupla Grenal e da Seleção Brasileira, que também virou notícia nos jornais nacionais da Rede Globo e do SBT. Evidentemente que os da RBS não ficaram sem registrá-lo, como vemos neste "Bom Dia Rio Grande" da manhã seguinte, com Daniela Ungaretti e Paola Vernareccia na apresentação e Jader Rocha no segmento esportivo.



No dia seguinte, Batista comentou de novo pelo Premiere, desta vez ao lado de Marco de Vargas. Antes deles contarem Juventude 1 x 1 Caxias, rolou uma participação no "Tá na Área" do SporTV, com Luiz Carlos Jr. e Vanessa Riche. O comentarista disse que viu a imagem do desmaio umas três vezes quando chegou em casa e observou que ali ainda se sentia uma brisa na cabine do Alfredo Jaconi, ao contrário do Olímpico no dia anterior.

Torneios de futebol, todas as modalidades e variedades não-esportivas.

Destaques da imprensa esportiva. O que acontece em TV, rádio, jornal e web.

Podcasts com pitacos sobre os esportes e outros registros interessantes.

Convidados escrevem sobre temas de agora no futebol e em todos os esportes.

Para entender o presente, é preciso conhecer o passado. Aqui se faz isso.

Teste de conhecimentos com direito a charadas e perguntas "pega-ratão".

Verde para o bom, vermelho para o ruim e amarelo para chamar a atenção.

Gente do esporte dá dicas de livros, filmes, música, culinária e mais.