Desde 02/06/2003 Criação, produção e edição: Edu Cesar


papodebola@gmail.com


papodebola


sitepapodebola


edupapodebola


(51) 99843-7700

SOBRE ESTA SEÇÃO
Imagens que marcaram época, sons inesquecíveis, personagens que fizeram história. Para entender o presente, é preciso conhecer o passado. Aqui, recordar é mais do que viver. É saber, é contextualizar, é rememorar. Viaje no tempo.
 
LEIA AQUI as colunas anteriores
 
Quinta, 30 de janeiro de 2020
45 anos de Juninho Pernambucano

O "Reizinho" hoje é dirigente do Lyon, um dos três clubes dos quais se tornou símbolo, os outros sendo Vasco e o inicial Sport - aliás: o aniversário é seu, mas o presente quem ganhou não foi ele e sim a torcida ao receber o novo reforço Bruno Guimarães, egresso do Athletico Paranaense.

Extraordinário cobrador de falta, Juninho teve a quem puxar. Em 2006, ele contou que sua inspiração para bater na bola foi o ex-meia Moura, campeão brasiliense de 1988 pelo Tiradentes, pernambucano de 1991 e 1992 pelo Sport e do Nordeste de 1998 pelo América de Natal. No ano da Copa do Mundo na Alemanha, Moura era dirigente do alvirrubro potiguar. Depois que o Pernambucano marcou um golaço nos 4 x 1 sobre o Japão, seu inspirador virou alvo desta reportagem de Lídia Pace no "Bom Dia RN", da InterTV Cabugi.



Mas retrocedamos pois tem muita história para contar antes dessa Copa. O começo no Sport, por exemplo. Em 1994, ainda em idade júnior, Juninho foi campeão estadual e nordestino. Mas é do Campeonato Brasileiro a partida que separo para ilustrar sua passagem pelo rubro-negro. 1º de novembro, Ilha do Retiro. Adversário: São Paulo, bicampeão da América e do mundo, um dos grandes times do país na época. O Leão deu de ombros para isso e tocou um 5 x 2 inesquecível. Juninho fez o 5º gol e Luciano do Valle era só elogios para ele na TV Bandeirantes.



Um ano depois, foi para o Vasco. Demorou a se firmar. Mas quando se firmou, mamãe... Quem passava pelo seu caminho era demolido por chutes impiedosos e decisivos. O time cruzmaltino mais vencedor contou com sua presença e papou canecos e mais canecos: o Brasileiro de 1997, o Carioca e a Libertadores de 1998, o RJ/SP de 1999 e a inesquecível Mercosul e a João Havelange de 2000. Seu gol mais espetacular aconteceu em 22 de julho de 1998 e classificou o time para a final sul-americana. Luís Roberto narrou pela TV Globo o 1 x 1 com o River Plate no Monumental de Nuñez.



Em 7 de setembro de 1999, Juninho protagonizou algo muito louco: jogar duas vezes no mesmo dia. "Ah, mas isso não é tão espantoso", dirá o vivente. Tendo sido em dois países diferentes? Muda de figura, né? Claro que contou para isso a distância não muito longa de Porto Alegre até Montevidéu. À tarde, esteve no Beira-Rio no amistoso Brasil 4 x 2 Argentina, que disputou no 2º tempo. À noite, defendeu o Vasco no Centenário pela Mercosul. Deu Nacional, 3 x 0.

O último gol da primeira passagem de Juninho pelo Vasco - encerrada de maneira conturbada no ano em questão, quando Eurico Miranda presidia o clube - aconteceu em 18 de janeiro de 2001, no Maracanã, nos 3 x 1 sobre o São Caetano pela final da Copa João Havelange de 2000. É um lance lindíssimo de toques rápidos e perfeitos entre Juninho Paulista, Romário e uma patada do Pernambucano no ângulo. Jota Júnior e Raul Plassmann contaram no SporTV.



Embora conquistas europeias não viessem, o Lyon nunca mais foi o mesmo depois da chegada do "Reizinho". No Campeonato Francês, então, veio uma dinastia com pouquíssimos paralelos em eventos deste naipe: hepta nacional. Sim, 7 títulos seguidos de 2002 até 2008. Adicione a isso mais um hexa na Supercopa da França de 2002 até 2007. Para arrematar, a Copa da França em 2008. Os adversários deram graças a Deus quando ele foi embora. (rs)

Era como atleta do clube francês que o meia-atacante foi à Alemanha jogar a Copa do Mundo de 2006 pelo Brasil. E aí voltamos ao começo desta edição, ao golaço contra o Japão. 4 x 1 em 22 de junho no Signal Iduna Park, em Dortmund. Seja sincero: dava pro Kawaguchi pegar um patadaço assim? Galvão Bueno soltou a voz pela TV Globo.



Em 2009, ele trocou o Lyon pelo Al-Gharafa no Catar. Mais títulos: uma Copa das Estrelas, uma liga nacional e duas Copas da Coroa do Príncipe. Até que chega 2011 e o retorno para o Vasco, então presidido por Roberto Dinamite. Neste ano, o time foi vice nacional. Certamente os duelos diretos contra o campeão Corinthians influenciaram nisso, um empatado e outro perdido. Mas a derrota por 2 x 1 em 6 de julho é especial pois nela Juninho fez seu 1º gol no regresso. Claro, de falta. A Rádio Estadão/ESPN estava no Pacaembu com Cledi Oliveira e Sérgio Loredo.



Em 2013, foi para o New York Red Bulls. Mas na metade daquele mesmo ano, os cruzmaltinos voltariam a recebê-lo. Não por tanto tempo desta vez: ainda no princípio do ano seguinte, sua aposentadoria era confirmada. A partir de abril de 2014, começou a ser comentarista na Globo, tanto TV quanto rádio. No AM/FM, formou um "Clássico dos Milhões" impossível no campo por distintos de gerações, mas possível nos microfones: ele, ídolo do Vasco; Zico, ídolo do Flamengo. Com Felippe Cardoso como apresentador, entrava no ar às segundas à noite o "Futebol de Verdade".

No Plim-Plim, comentava majoritariamente as partidas exibidas para o Rio de Janeiro, além de participar dos programas de debate do SporTV. Sem papas na língua e falando o que pensa, acabou certo dia criticando os setoristas dos clubes, o que levou a uma resposta pública do canal contrária ao seu posicionamento. Foi o fim do vínculo com a Globo. Desta fase como comentarista, fica um registro do "Troca de Passes" em janeiro de 2018, ao lado de Tiago Maranhão e Roger Flores, quando abordou o momento de crise vivido pelos cruzmaltinos.

Torneios de futebol, todas as modalidades e variedades não-esportivas.

Destaques da imprensa esportiva. O que acontece em TV, rádio, jornal e web.

Podcasts com pitacos sobre os esportes e outros registros interessantes.

Convidados escrevem sobre temas de agora no futebol e em todos os esportes.

Para entender o presente, é preciso conhecer o passado. Aqui se faz isso.

Teste de conhecimentos com direito a charadas e perguntas "pega-ratão".

Verde para o bom, vermelho para o ruim e amarelo para chamar a atenção.

Gente do esporte dá dicas de livros, filmes, música, culinária e mais.