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Quinta, 24 de maio de 2018
10 anos sem Antônio Carvalho

A quinta-feira passada foi um dia de enorme saudade pela lembrança de um dos maiores comunicadores do rádio brasileiro. Nascido em 1946, ele passou pela Jovem Pan, mas fez história na Bandeirantes. Carvalho começou a se destacar na apresentação do programa noturno "Bandeirantes Frequência Balançada". Ouça um trecho de 1977.



Com muita presença e voz forte, também colaborou para a TV Bandeirantes, sendo um dos apresentadores da primeira versão do "Brasil Urgente", exibida em 1985. Mas antes disso, foi voz-padrão de chamadas da programação, como notam nesta chamada do programa "Hebe" em 1983. Nos oferecimentos, outra voz icônica: a de Walker Blaz.



No mesmo 1983, Antônio foi locutor do programa de auditório "Olho Vivo", apresentado pelo ator Ewerthon de Castro.



Carvalho também compôs a equipe de locutores do tradicional jornal falado "Primeira Hora", a única atração da grade da Rádio Bandeirantes que tem em seus créditos finais o nome do presidente do grupo, tanto João Jorge Saad até a morte em 1999 quanto João Carlos Saad de lá para cá. Este áudio traz as manchetes de 30 de junho de 1987 com ele, Walker Blaz e Ferreira Martins. Nelas, dá para perceber que a realidade de hoje não difere tanto daquela.



Outro programa apresentado por ele foi a "Ciranda da Cidade", então nos finais de tarde. Em 3 de julho de 1988, ele e o repórter Pedro Luiz Ronco (à época já à frente da "Hora do Ronco" na Band FM) entrevistavam Nora Ney, uma das principais cantoras brasileiras dos anos 1950 e que iniciava uma nova temporada de shows em São Paulo.



Sua voz ilustrou diversas vinhetas e muitas aberturas de programas da RB. Uma das mais inesquecíveis é a do "Bandeirantes a Caminho do Sol", que não sei de qual ano é originalmente, mas que já rodava quando comecei a escutá-lo, no final de 1998. "Prestação de serviço, informação na madrugada" e "Score", com Richard Myhill. A abertura foi trocada três dias após seu falecimento por outra na voz do também excelente Nelson Gomes.



Na época em que comecei a escutar o "Caminho do Sol", Antônio Carvalho o apresentava uma vez por semana, primeiramente de sexta para sábado e depois de domingo para segunda, substituindo o titular dos outros dias (primeiro Cláudio Zaidan, depois André Russo, a seguir Dolores Medeiros e posteriormente novamente Zaidan). Como este programa sempre permitiu espaços espichados para determinados assuntos, ele aproveitava seus dias para fazer o "Boa-Noite Esticado", quando discorria por quase uma hora sobre temas esotéricos, dos quais era um profundo especialista. Mas em 27 de maio de 2002, ele falou sobre um gênio do rádio: Hélio Ribeiro.



Ao longo de quatro décadas, foi sua a apresentação do "Arquivo Musical" nas manhãs de domingo. Além dos temas clássicos de todos os tempos, também deixou sua marca única ao abrir cada edição com um pensamento esotérico de pouco menos de 10 minutos. Este que acompanham é de 3 de setembro de 2007.



Outro programa que Carvalho popularizou foi o "Grande Sampa", estreado em 2001 no lugar do "Jornal Bandeirantes", que já contava com sua apresentação das 4h às 6h. Um incremento desta atração informativa era um personagem que tinha sua voz: o Zé Fanho, que fazia intervenções divertidas dependendo do assunto. Em 2006, ele começou a sair do ar por longos períodos pois a leucemia que o vitimaria avançou bastante - e isso levou à chegada de Zancopé Simões para cobrir sua ausência, inicialmente temporariamente, mas depois os dois passaram a fazer juntos o "Grande Sampa". Um quadro especial ia ao ar logo após o giro de manchetes: a "Conversinha ao Pé do Ouvido". A última delas aconteceu em 8 de abril de 2008, último dia do radialista no ar. Ele atendeu uma ouvinte que sofria de depressão.



A morte de Antônio Carvalho foi confirmada num fim de madrugada de sábado e passada ao público justamente dentro do "Grande Sampa". A Bandeirantes fez esta belíssima homenagem a ele, com locução de Walker Blaz.



O programa no qual a passagem física de Carvalho foi confirmada teve a apresentação de Zancopé Simões. Dois dias depois, ele comandou o "Bandeirantes a Caminho do Sol", que teve pela última vez rodadas as vinhetas de abertura e passagem às quais me referi mais acima. Neste áudio, o comunicador compartilhou bastidores de momentos únicos e extremamente doídos com o nervosismo pela espera da confirmação daquilo que ninguém queria que acontecesse.

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