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PAPO DE MÍDIA: RETROSPECTIVA 2008

Rádio de São Paulo em 2008: idas e vindas aos borbotões

2008 foi mais um ano de altos movimentos no rádio esportivo de São Paulo. A emissora que mais sofreu movimento foi a Globo. As chegadas foram em janeiro, do comentarista Paulo Júlio Clement e de Renata Fan (com o comentário diário "A Bela e a Bola"); em julho, do repórter Carlos Cereto; e em dezembro, do repórter - e, agora, narrador - Gustavo Villani. Porém, saídas foram várias: em fevereiro, do repórter Anderson Cheni; em julho, do repórter e apresentador Tiago Torricelli; em novembro, da repórter Carla Matera; e em dezembro, do narrador e plantão Reinaldo Moreira e do próprio Carlos Cereto.

Outra emissora que sofreu alterações ao longo do ano foi a 105 FM. Logo no começo do ano, chegava o narrador Ricardo Mello e saía o apresentador Weber Lima (que, em abril, transferiu-se para a Nova Difusora de Osasco, da qual saiu meses depois). Em julho, duas perdas. Numa delas, o repórter Felippe Facincani saiu para dedicar-se integralmente ao portal Terra. A outra foi trágica: o comentarista Luiz Fernando Bindi faleceu de ataque cardíaco fulminante, partida que comoveu praticamente todo o meio esportivo paulista. Agosto marcou a chegada do substituto: PH Dragani, comunicador da 89 FM.

A Capital começou o ano não mais com time terceirizado e sim próprio, reforçado do repórter Valmir Jorge - que saiu em maio, rumo à Paiquerê de Londrina. Neste mesmo mês, chegava Anderson Cheni. Em fevereiro, Roberto Avallone estreou o programa "No Pique". E em outubro, troca de comentarista: saía Alfredo dos Santos Loebling, entrava Lombardi Jr. Outra rádio com movimentação foi a Record, que teve as chegadas do âncora Osmar Garrafa e do narrador Helio Claudino, a saída do repórter Rafael Spinelli (para a Rede TV +), e em outubro, Edemar Annuseck acertava seu ingresso na emissora em 2009. Por fim, em maio, José Eduardo Savóia integrou-se à Transamérica, e em novembro, a Bandeirantes demitiu a produtora Cláudia Oliveira e o correspondente na CBF, Geraldo Pedrosa.

Idas e vindas à parte, o ano teve algumas "bombas" que causaram pouco ou bastante rebuliço. Em março, Luiz Gonzaga Belluzzo, dirigente do Palmeiras, entrou em rota de colisão com a Jovem Pan, mais especificamente com o narrador Rogério Assis, por dizer em uma transmissão que, se fosse do Guarani (adversário palmeirense), mandaria bater em Valdívia. Em maio, nova bronca armada na Pan: ao criticar as cusparadas sofridas por Muricy Ramalho na Arena da Baixada, Luís Carlos Quartarollo chamou o Atlético Paranaense de "um dos times mais nojentos do Brasil". Claro, os atleticanos caíram de pau nele.

Julho foi um mês complicado. Duas tensões envolveram a Portuguesa: após o jogo com o Flamengo, o filho do presidente da Lusa agrediu Alexandre Barros, comandante da Equipe Líder, por não aceitar críticas dele; e Vagner Benazzi, demitido do cargo de técnico, acusou o repórter Eduardo Affonso, da Eldorado/ESPN, de derrubá-lo. E Dirceu Maravilha ficou fora da Record por algumas semanas. Quando voltou, foi em jogos secundários. Jorge Vinícius atendia os principais.

Em setembro e outubro, as "bombas" não envolveram brigas ou discussões, mas foram devidamente surpreendentes. Ambas envolveram a Bandeirantes. Após Chile x Brasil, ao criticar uma série de coisas erradas no futebol, José Silvério disse pensar se não chegava a hora de parar. Bastou isso para uma "revolução" entre colegas e ouvintes, com direito a vários "não pára, Silvério!" do âncora Ricardo Capriotti. E em entrevista publicada no Bastidores do Rádio, Milton Neves surpreendia ao criticar a Transamérica pelo excesso de propagandas.

Durante 2008, três participações em transmissões foram especiais, raras que foram. Em junho, Ulisses Costa narrou pela Bandeirantes o GP da França. Foi sua primeira corrida de F-1 desde a Globo, talvez a primeira em muitos anos não transmitida por Odinei Edson. Em julho, Juca Kfouri comentava Fluminense x LDU pela CBN. Há muitos anos ele não participa mais de transmissões, por opção própria. E na rodada decisiva do Campeonato Brasileiro, nem Dirceu Maravilha e nem Jorge Vinícius transmitiram a vitória do título do São Paulo, sobre o Goiás. Wanderley Ribeiro foi o incumbido de documentar o feito tricolor.

Alguns programas saíram do ar, como a edição noturna do "Record nos Esportes", extinta no primeiro semestre. Logo em seguida, em maio, começava o "Esquenta", pré-jogo da Transamérica apresentado nas tardes de domingo. A apresentação ficava com o comentarista Neto, que deixava de comentar o Campeonato Italiano na TV Bandeirantes. Por sinal, a Rádio Bandeirantes estreava em agosto o diário "Em Dia Com a Bola", apresentado por Cláudio Junqueira, do jornalismo geral, no final das madrugadas. O programa era um quadro do jornal "Grande Sampa", extinto com a morte de Antônio Carvalho.

Também em agosto aconteceu a Olimpíada de Pequim. Poucas rádios tinham os direitos de transmissão, e as que tinham não faziam proveito total disso. Globo e CBN, por exemplo, transmitiram em conjunto praticamente só na madrugada. Transmissões matutinas não aconteceram, visando preservar produtos nobres, como o "Show do Antônio Carlos" e o "Jornal da CBN". A Bandeirantes até fazia algumas transmissões pela manhã, mas apenas no canal FM. O canal AM só rodava o evento na madrugada, pois de manhã era intocável o trio "Pulo do Gato", "Primeira Hora" e "Jornal Gente".

Outros destaques

Que desconsideração! - Só porque os finalistas foram Rio Branco e Figueirense, absolutamente nenhuma rádio transmitiu a decisão da Copa São Paulo de Juniores, no dia do aniversário da Capital.

Nomenclatura diferente - Zé Boquinha adotava na Eldorado/ESPN seu verdadeiro nome, José Roberto Lux.

Mudança de casa - A Equipe Líder deixou a Terra em setembro, mudando-se para a AM da Cidade. Por seis meses, ela dividiu espaço na Terra com a Equipe Furacão.

Morria um revelador - Em abril, faleceu o comentarista Romano Neto, que lançou, entre outros, Wanderley Nogueira e José Calil.

Lenda viva - Em maio, Braga Jr. era alvo de diversas reportagens por ser o único narrador ainda vivo dos que transmitiram o primeiro título mundial da Seleção, em 1958.

Homenagens justas - O Palmeiras deu os nomes de Milton Peruzzi e Fiori Gigliotti a placas na sala de imprensa do clube. E em setembro, a Globo lançou o Estúdio Osmar Santos no Diário de S.Paulo.

Novidade para 2009 - A Expressão FM montava a partir de outubro sua equipe, liderada por Altieris Júnior, com nomes como Domingos Machado, Nelson Lenham, Capitão Hidalgo e Reinaldo Moreira.

Gol que não acaba mais - O amistoso Brasil x Portugal, em novembro, apontou o milésimo gol narrado pela Eldorado/ESPN. Foi o segundo português, de Nani.

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