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Domingo, 2 de dezembro de 2012 - ANO 10, EDIÇÃO 109
Eu também estive lá

Em coluna recente, falei que tinha vontade de acompanhar ao menos duas partidas no Estádio Olímpico nestes dias finais de atividade para jogos (pois ele seguirá ativo até março, mas exclusivamente para treinamentos do Grêmio). Não sou de assistir futebol em estádios por diversos motivos, muitos deles alheios à minha vontade. Eu queria ter ido mais vezes ao Monumental, assim como ao Beira-Rio e ao Passo D'Areia, mas não deu. Pelo menos, ainda que não sendo bem como eu queria, não deixei um buraco na história: eu também estive lá.

Eu queria ter acompanhado uma partida profissional, mas não deu. Eu tinha até mesmo uma ótima companhia na mente para tanto, mas nem foi possível e não sei se ela lembrou depois do meu convite. Nos tempos atuais, a dupla Gre-Nal privilegia - corretamente, diga-se - os associados ao colocar ingressos para suas partidas. E nestas rodadas finais do Campeonato Brasileiro, eles tomaram de assalto o Monumental. Não será diferente no clássico deste domingo. Nem sequer tive chance de tentar uma entrada. Paciência. Não dá para ganhar todas.

Mas, como falei, eu também estive lá. Foi em duas recentes partidas da Copa do Brasil Sub-20, com entrada gratuita para o público através do portão 1. Um jogo foi o das quartas-de-final, contra o Barueri, vencido pelo Grêmio por 2 x 0 (o Grêmio legítimo, deixemos bem claro, com todo o respeito à equipe paulista). Tinha menos de mil pessoas e fui sozinho pois tentei uma companhia para ir comigo. Fracassei de novo, ela estava envolvida no casamento da irmã naquela semana. Tudo bem simples, mas valeu pela experiência inédita.

A outra foi há duas semanas e já teve uma cara mais profissional, embora em peleja da base. O Grêmio recebeu o Fluminense, goleou por 4 x 1 pelas quartas-de-final e entre 2 e 3 mil pessoas estavam presentes - pois estava melhor o horário (8 e meia da noite, contra 7 da noite do jogo anterior) e nem se compara em importância o Flu ao Barueri, mesmo que na categoria júnior. Foi muito bacana estar na festiva arquibancada de tricolores.

Ontem, se eu não estivesse arrebentado durante toda a semana com diversas coisas na Internet e fora dela, eu poderia ter ido ao último treino do Tricolor antes do Gre-Nal desta tarde, no que a torcida chamou de "Alentaço do Adeus". Choveu bastante no fim da manhã de Porto Alegre, mas mais de 15 mil pessoas estavam lá. Naquele abraço simbólico recente, foram mais de 10 mil. Ontem, 15 mil. Tem muita partida de Campeonato Brasileiro que não chega perto disso. Razão? Desnecessário buscar uma. Tem emoções que a razão não explica.

Vou acompanhar de casa mesmo o último Gre-Nal no Olímpico, torcendo para ser uma partida bonitaça e que faça jus às tantas glórias de 58 anos deste grande palco do futebol brasileiro, que está acabando. Me consola é que muita gente, tanto gremistas quanto mesmo colorados, estarão na mesma situação que eu. Que os poucos privilegiados (só cerca de 45 mil) aproveitem demais esta tarde. Tarde de fazer história. História que quem viveu guardará com muito carinho no coração. E, ainda que longe do mesmo grau de relevância, eu também estive lá.

Ah: por qual causa, motivo, razão ou circunstância não falei disso até agora? É que eu ainda alimentava alguma esperança de me fazer presente ao Gre-Nal, até para este ser o primeiro clássico acompanhado in loco. Como não foi possível, não quis guardar apenas para mim estas duas experiências que vivi e me significam muito, sim.

E uma última: em 2009, quando acompanhei o pessoal da ESPN Brasil nas participações ao vivo direto do Beira-Rio no "Pontapé Inicial" e no "Bate-Bola", fiquei junto com eles por muitas horas e, num dos espaços entre uma e outra entrada ao vivo, dei uma volta ao redor do campo do Gigante. Não sei como e quando, mas eu gostaria de fazer o mesmo no Olímpico, já que ele ainda funcionará por quatro meses. Espero conseguir.

Pé quente

Tem algo comigo que não sei como acontece: quando vou acompanhar um jogo de Grêmio ou Internacional no estádio, nas raras vezes em que fiz isso, sou sempre pé quente. Assim foi nos dois do Colorado no Beira-Rio (2 x 0 no Goiás, Brasileirão de 1990, levado ainda criança pela minha mãe, e 2 x 0 no Banfield, Libertadores de 2010, numa promoção que ganhei no blog da Cláudia Ioschpe no ClicRBS) e no do Tricolor que eu tinha visto no Passo D'Areia (1 x 0 no Atlético Mineiro, final do Brasileiro Sub-20, com entrada por 1 quilo de alimento).

Agora, fui duas vezes ao Olímpico assistir o Grêmio na Copa do Brasil Sub-20 (ambas com entrada gratuita) e ele ganhou as duas. Acho que nesta quarta-feira vou ao Passo D'Areia acompanhar a semifinal contra o Vitória. Serei pé quente outra vez ou minha invencibilidade será quebrada? Se lá eu estiver, tiraremos a teima.

Curtinhas do Olímpico

*O hino do Grêmio surgiu em 1953, composto por Lupicínio Rodrigues. O famoso refrão "até a pé nós iremos" foi originado em uma greve de bondes da Cia. Carris, a principal do transporte público de Porto Alegre até os dias atuais. Pois na despedida, o que é que temos desde anteontem? Greve de ônibus da Carris! Incrível.

*Ídolos gremistas de várias épocas participarão em uma volta olímpica antes do Gre-Nal deste domingo. Mas não estará entre eles Renato Portaluppi. Ele foi convidado, mas não poderá comparecer. Pronto! Em um sentido altamente egoísta, consolado estou. Não estarei lá, mas o campeão mundial de 1983 também não.

*Quatro vezes a Seleção Brasileira jogou no Monumental: 3 x 0 na Bulgária, em amistoso de 1981; 1 x 0 no Paraguai, em amistoso de 1987; 2 x 0 na Iugoslávia, em amistoso de 1994; e 2 x 0 no Paraguai, em 2001, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. Este jogo foi no Olímpico a pedido de Luiz Felipe Scolari à CBF.

*Se o último título profissional conquistado no Velho Casarão foi do Internacional (na extraordinária final do Gaúcho de 2011, com cada time ganhando em território inimigo por 3 x 2 e os pênaltis decidindo a parada), a última taça em si é do Grêmio. Ontem à tarde, ele venceu a Copa FGF Sub-19 ao empatar por 1 x 1 com o Guarani de Venâncio Aires, de quem o time treinado por Mabília havia ganho por 3 x 2 no jogo de ida.

Mas temos mais uma despedida!

O pessoal tem dado tanta atenção ao último jogo no Olímpico que não lembrou direito que outra despedida também importante acontecerá nesta tarde, como li ontem numa reportagem do Jornal do Comércio: o último Clássico dos Clássicos entre Náutico e Sport no Estádio dos Aflitos, o que é confirmado pelo presidente da Federação Pernambucana, Evandro Carvalho. Será o último pois, no Estadual de 2013 - onde os três grandes entrarão mais adiante por inicialmente jogarem a Copa do Nordeste -, seu encontro de 27 de março será na Ilha do Retiro, e um novo jogo só será possível na semifinal ou na final, a partir de 14 de abril, quando o Timbu já atuará na nova Arena Pernambuco, que será sua por 30 anos.

O Clássico dos Clássicos é jogado desde 15 de julho de 1917 nos Aflitos, com o Sport vencendo por 2 x 0. Na época o estádio pertencia à Liga Esportiva Pernambucana (antiga FPF). O Náutico ganhou por 1 x 0 em 1918, no primeiro enfrentamento com os Aflitos sendo seus. São 172 jogos ali realizados, com 72 vitórias alvirrubras, 53 rubro-negras e 47 empates. A história aponta duas goleadas históricas por ali: em 1941, o Sport fez 8 x 1; e em 1947, o Náutico aplicou 7 x 3. Também nos Aflitos, o Clássico dos Clássicos tornou o Timbu hexacampeão pernambucano em 1968 (daí a frase "hexa é luxo") e o Leão campeão estadual invicto em 2009.

Mais da última rodada

Sport, que só tem uma saída para não ser rebaixado: ganhar do Náutico e torcer por derrota ou da Portuguesa contra a Ponte Preta ou do Bahia diante do Atlético Goianiense. Isto deixaria Leão e Lusa ou Tricolor iguais em 44 pontos, mas os pernambucanos com uma vitória a mais. Logo, basta paulistas e baianos empatarem que não importará o que acontecer no Recife. Enquanto isso, para fins de vice-campeonato, o Grêmio se garante com vitória simples, dê o que der em Belo Horizonte. Empate ou até derrota também servem, desde que o Atlético não ganhe do Cruzeiro. O Galo precisa ganhar e torcer para os gaúchos não saírem vencedores.

Temos ainda um Fluminense x Vasco "amistosaço", que espero que pelo menos tenha bom movimento dentro das quatro linhas igual aos quatro gols do empate de Flamengo x Botafogo (e, se alguém perguntar o resultado, receberá o ataque dos mais impiedosos poodles do meu canil, hahaha). Já o clássico paulista é de esperas: a do São Paulo pela viagem rumo à Argentina para começar a final da Sul-Americana e a do Corinthians pela viagem rumo ao Japão para o Mundial de Clubes. Por fim, um Coritiba x Figueirense sem muita coisa a destacar.

A data do domingo

Um dos grandes nadadores do Brasil, Gustavo Borges completa 40 anos neste domingo. Em Jogos Olímpicos, não chegou a ganhar ouro, mas está entre os grandes por quatro vezes medalhado: em Barcelona 1992, prata nos 100 livre; em Atlanta 1996, prata nos 200 livre e bronze nos 100 livre; e em Sydney 2000, bronze nos 4 x 100 livre. Em Pan-Americanos, foram oito ouros, metade individual e metade em revezamentos, entre 1991 e 2003.

O que mudou nestes 5 anos?

2 de dezembro de 2007 marcou duas estreias para a televisão brasileira. Uma foi o lançamento da TV digital, marcado em vídeo transmitido por todos os canais abertos e que assistem aqui (postado por leomagamon). O clipe montado para este vídeo inclui imagens de diversos programas de quase todas as redes VHF e UHF, tanto atuais daquele momento quanto de épocas passadas. Foi a era da alta definição chegando à realidade de muitas pessoas - e no futebol isso também faz muita diferença, já que ampliada a visão do campo de jogo no 16:9.

Bela do Dia: Cláudia Oliveira

Cláudia Oliveira, repórter da Rede Integração em Juiz de Fora. Vi ela pela primeira vez na recente cobertura eleitoral da Globo News. Bela moça!

Também hoje, completa 5 anos no ar a TV Brasil, emissora pública surgida da fusão da TVE do Rio de Janeiro, da TVE do Maranhão e da TV Nacional de Brasília, e vinculada à nova EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que sucedeu a Radiobras. A programação de estreia teve somente uma novidade, ainda hoje no ar: o "Repórter Brasil", então apresentado por Luiz Lobo e atualmente feito por Natália Pereira na edição da manhã e pelo trio formado por Guilherme Menezes no DF, Luciana Barreto no RJ e Ana Luísa Médici em SP na edição noturna. No mais, a grade era toda ainda da TVE e da TV Nacional. Nos dias de hoje, apenas um mínimo do mínimo da TV Cultura é exibido, como programas infantis diariamente e o "Roda Viva" nas noites de segunda.

Lembre aqui (postado por oberon71) o vídeo de lançamento da TV Brasil, com narração da atriz Zezé Motta.

Aviso aos navegantes

Os convivas serão atendidos na coluna desta segunda-feira, quando falarei de outros temas do fim de semana.

Participe pelo papodebola@gmail.com. Sua opinião será registrada nas próximas colunas.

Clipe do Dia

Em seus 58 anos, o Estádio Olímpico também incluiu apresentações musicais em seu roteiro: Rod Stewart e Sting em 1984, Eric Clapton em 2001, Roger Waters em 2002, Lenny Kravitz em 2005 e, no próximo dia 9, o fecho de ouro com Madonna. Também em 2002, quem tocou no Monumental foi a grande banda de rock Rush. Este vídeo reúne algumas fotos daquele show (vídeo ao vivo infelizmente não achei) ao som de "The Pass".

Arremate

Cafusa é a bola da Copa das Confederações. Sociedade Anônima do Cafu. A FIFA é confusa. Faz muito sentido.

"24 Horas" volta antes que Joseph Blatter apronte mais alguma com a Copa no Brasil!

O COLUNISTA: Edu Cesar é criador e editor do Papo de Bola (autor também da coluna "Papo de Mídia").

TWITTER: @papodebola
E-MAIL: papodebola@gmail.com


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