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24 HORAS
Futebol, esportes, sintonias e belas

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Domingo, 23 de setembro de 2012 - ANO 10, EDIÇÃO 43
É apenas o apreço ao jogo

Na última quarta-feira, o Estádio Olímpico completou 58 anos. Seu último aniversário, já que em 19 de setembro de 2013 não mais existente ele será, usada será pelo Grêmio como nova casa a Arena. Fiz menção a isso no Twitter e falei que gostaria de ainda assistir uns dois ou três jogos do Tricolor no Monumental, no qual eu ainda sou "inédito", já que não tenho o hábito de ir aos estádios e assisti apenas três partidas in loco, sendo duas no Beira-Rio (Internacional x Goiás de 1990, no qual minha mãe me levou, e Inter x Banfield, na Libertadores de 2010, pro qual ganhei uma promoção do ClicRBS) e uma no Passo D'Areia (Grêmio x Atlético Mineiro, final do Brasileiro Sub-20 de 2009). Pois adivinha? Por causa do hábito histórico aqui do Rio Grande do Sul, já teve gente me chamando de "colorado", por não ter ido no Olímpico, e de "gremista", por querer ver jogos do Grêmio nele.

Não tenho problema nenhum em falar disso, até um topicão especial eu fiz numa "24 Horas", em 28 de fevereiro de 2010 para contar que não criei cor clubística por, mesmo simpatizando com o Inter na infância por influência da mãe, meus laços com o futebol foram estreitados pela época "Canal do Esporte" da TV Bandeirantes (que passava jogos do Campeonato Paulista, Campeonato Carioca, Italiano, até mesmo aqueles famosos torneios de aspirantes, enfim) e nem tanto pelos jogos daqui da dupla Gre-Nal - que, é claro, eu também acompanhava e me renderam momentos marcantes, como a Copa do Brasil de 1992 vencida pelo Internacional contra o Fluminense e o Brasileirão de 1996 ganho pelo Grêmio sobre a Portuguesa, conquistas inesquecíveis por muito difíceis.

O que pega é que, como considero que tenho a postura mais isenta possível nestes escritos ao dar meus pitacos sobre as coisas do futebol - sem nunca, lógico, deixar de dizer o que penso -, tenho uma postura meio maníaca até (num sentido não muito positivo, admito) de achar que, quando alguém me chama de "colorado" ou de "gremista", eu seja parcial ou tendencioso para o lado referido. Deus me livre se eu fizer isso algum dia, pois aí eu não poderei pedir o respeito de ninguém se eu mesmo não me respeitarei. Claro que quero o futebol do meu estado mais forte possível num sentido egoísta, não serei hipócrita. Mas isso eu pediria também se residente no RJ, em SP, na BA, em GO, no PA, enfim. Nada que deva se sobressair à visão mais correta possível de tudo.

Então, quando digo que quero assistir uns dois ou três jogos no Olímpico Monumental antes do seu término, é por querer juntá-lo ao meu rol de experiências inesquecíveis, como foram as presenças no Beira-Rio (tanto nos dois jogos que nele assisti quanto sobretudo em outras ocasiões, como naqueles programas do SporTV e da ESPN Brasil que assisti junto com as equipes dos mesmos em 2009) e aquela no Passo D'Areia, e como quero um dia que sejam também as vividas no Maracanã num jogo do Flamengo, no Pacaembu num do Corinthians, na Ilha do Retiro num do Sport, no Mangueirão num Re-Pa, enfim, tantas outras mais. Sim, me incomodo quando alguém sugere um clubismo no que digo pois sinto ser questionada a verdade do que digo e do que penso.

No mínimo mais oito partidas estão garantidas no Olímpico: as sete restantes pelo Campeonato Brasileiro e, no mínimo, mais uma pela Copa Sul-Americana (que resultará em mais 11 se o Grêmio chegar até a final). Uma em especial eu digo que espero poder ver nas suas arquibancadas: o Gre-Nal de 2 de dezembro. Ainda não tive a alegria de assistir o jogo maior do Rio Grande do Sul in loco. Sendo este próximo o último no Monumental e, provavelmente, valendo algo muito grande tanto para Grêmio e Internacional ao mesmo tempo quanto só para um ou para outro, promete um turbilhão de emoções para jamais serem esquecidas. E quero presenciá-las. Quero presenciá-las pelo prazer do espetáculo, pelo apreço ao jogo e não por ser "azul" ou por ser "vermelho".

A ausência do público nos estádios

Lancei este tema na coluna do domingo passado para o pessoal responder quais causas, motivos, razões ou circunstâncias levam a isso. Durante a semana recebi algumas mensagens, que registro a seguir:

"Basicamente, o que me faz não ir tanto ver os jogos do meu São Paulo é morar longe da sede e sim em Divinópolis. Estando mais próximo, o que me faria não ir aos jogos seria a falta de transporte público decente para se chegar ao estádio e a falta de higiene e o conforto, algo que não podemos mudar por todos. Faço a minha parte, que é de não sujar. Deveria ser feita uma campanha de melhoria de nossos estádios nesse aspecto, mas isso não é um fator que me faça não ir à campo, apesar de me irritar muitas vezes. Como eu não iria em todos os jogos, até por ter outras atividades, o preço do ingresso não seria um empecilho pois eu selecionaria as partidas que eu gostaria de ver no campo. Portanto, o maior problema se torna a falta de acesso fácil, principalmente para jogos noturnos." (Alexandre Rodrigues Alves)

"Moro no interior de São Paulo e nunca fui a um jogo de clubes grandes. Mas se eu morasse em SP Capital, não iria aos clássicos por causa da violência, optando apenas por partidas sem grande rivalidade. Imagino que o transporte também seja uma questão que atrapalhe a vida do torcedor. Mesmo o que vai de carro acaba tendo transtornos, como congestionamento, dificuldades para estacionar e flanelinhas. O horário dos jogos também interfere, mas apenas na faixa das 22h aos meios de semana. Há casos em que o público tem que sair correndo do estádio, à 0h, para conseguir um metrô e voltar para casa, um absurdo. Some a tudo isso o pay-per-view transmitir todos os jogos, os 'gatos' pela Internet e a má gestão de alguns times que afundam na crise, o que resulta em uma opção por parte do torcedor de acompanhar tudo de casa." (Celso Luís Gallo)

"Em meus 32 anos de vida, jamais fui a um estádio de futebol, por vários motivos. Na minha infância, meu pai nunca quis me levar por temer a violência. Ele deixou de ir aos estádios em 1976, após escapar de levar uma coça de uns botafoguenses nas cercanias do Maracanã, sendo salvo por uns colegas. Depois que passei a ter idade pra ir sozinho, me desestimulavam as constantes más campanhas do Flamengo. Mas em 2009, cheguei a cogitar finalmente ir ao estádio no derradeiro jogo contra o Grêmio, inclusive pensando em levar meu pai e meu irmão. No entanto, me desestimulou deveras ver na TV aquelas imagens dos torcedores penando em filas estúpidas apenas para comprar um ingresso. Nós não merecíamos aquilo! Não passa pela minha cabeça ir a um campo de futebol para ser maltratado sob qualquer pretexto. A impressão que me passa é que as arquibancadas hoje em dia são sobretudo o espaço do torcedor profissional, que pertence a alguma torcida organizada e está sempre pronto para brigar. Também creio que os ingressos a preços extorsivos, as dificuldades de acesso e estacionamento, os horários esdrúxulos... Enfim, tudo é feito para afastar o torcedor do estádio e, claro, incentivar a compra de pacotes de pay-per-view. Mas aí é uma coisa burra, pois que graça tem assistir pela TV a um jogo sem público?" (Clayton Moreira)

"Um bom motivo para não ir aos estádios é o preço alto dos ingressos. São preços absurdos se comparados a muitos torneios de maior ou menor valor. Podem ver que o Campeonato Brasileiro é de um nível técnico razoável, mas se o valor do ingresso fosse menor, é claro que encheria sempre. 30 ou 40 mangos duas vezes na semana pesa demais no bolso e afasta o torcedor. É claro que existem outros atenuantes, mas o preço dos ingressos é algo que devia ser revisto." (Fernando Clemente)

"Se eu morasse na cidade do meu Corinthians, com certeza não iria ao estádio por três motivos: violência, falta de conforto e desorganização simplesmente para entrar no estádio. A violência nos jogos está tão alarmante que os torcedores comuns não vão mais aos estádios com medo de que aconteça algo consigo mesmo ou com alguém da família. Infelizmente, alguns bandos se disfarçam de torcedor só pra cometer atos de vandalismo, pois sabem que a lei é frouxa e que sairão impunes. Aqui no Brasil, ou se faz o que foi feito na Inglaterra ou o futuro tende a ser pior, pois o número de brigas só tem aumentado e muito pouca gente vai presa por isso. Quanto aos outros itens, a falta de conforto é gritante e é um absurdo o Brasil ter estádios tão arcaicos que nem banheiro decente tem pra você ir. Outra coisa que não dá pra aceitar é você chegar no estádio com antecedência e entrar com a bola em andamento por simples falta de organização." (Fernando Henrique França Gemignani)

"Quero dizer que vou a quase todos os jogos do Ceará, o alvinegro mais querido do Nordeste. Só não vou quando joga contra o rival maior, o Fortaleza, pois sempre tem confusão." (Ionêda Benevides Ellery)

"Primeiro problema: baixa qualidade das equipes. Quando um time é bom, o povo vai. Exemplos: Atlético Mineiro (quantas vezes vimos o próprio Mineirão vazio nos tempos ruins do Atlético e hoje é casa cheia seja no estádio que for?), Corinthians (a Fiel sempre está presente, mas com Pacaembu lotado só depois que o clube caiu para a Série B e foi totalmente reestruturado), Botafogo (quando liderou o Brasileirão por inúmeras rodadas, há alguns campeonatos, o Engenhão estava sempre lotado e a desculpa que o estádio era longe não existia), Palmeiras (quando liderou o Brasileirão em 2009 o Palestra esteve sempre lotado), entre outros. Segundo fator: preços dos ingressos muito elevados, mas isso decorre do que eu disse, de que, com equipe boa, o povo paga mesmo o ingresso sendo caro, enquanto com equipe ruim o valor do ingresso afugenta o povão. Terceiro: más condições dos estádios. Hoje em dia, se você gosta de limpeza, não dá para ir a um estádio, principalmente se for mulher. Os banheiros são imundos e as arquibancadas de cimento um nojo, sem contar a falta de educação das pessoas que teimam em ficar de pé na sua frente. Por fim, vem a violência, que acaba afugentando o torcedor, mas em menor quantidade. No meu caso, isso não me tira do estádio porque fico na minha quando vou, mas sempre tem os encrenqueiros e os esquentadinhos que querem tomar satisfações por coisas banais, ainda tendo os problemas das organizadas - e aí é culpa da Justiça, que teima em falar que não há lei específica para brigas de torcida, mas como que um torcedor matar o outro não é a mesma coisa que um vizinho matar o outro em uma briga? Para encerrar, temos o exemplo dos cinemas. Quando os cinemas brasileiros estavam caindo aos pedaços com poltronas rasgadas, ar condicionado quebrado, espectador fumando na sua cara e projeções ruins, as pessoas passaram a preferir alugar uma fita e ver o filme no videocassete em casa. Mas aí grandes corporações assumiram os cinemas, remodelaram tudo, deram conforto ao espectador, proibiram o cigarro e ainda aumentaram os preços dos ingressos. Mesmo assim, o povo voltou ao cinema e lotou as salas. Resumindo: se os dirigentes esportivos aproveitarem o surgimento dos novos estádios e investirem essa dinheirama toda em bons jogadores, transformando o futebol num espetáculo, as arenas estarão lotadas mesmo com o preço alto do ingresso. Exemplo? Premier League na Inglaterra e NBA nos EUA, sem contar o dos cinemas brasileiros." (Kléber Antônio Ferreira de Souza)

"Sou cadeirante aqui em Ribeirão Preto e, quando vou a um jogo, geralmente não pago. O problema é que o acompanhante paga meia-entrada e, até bem pouco tempo, nem eu e nem minha mãe - que vai ao estádio comigo - pagamos. Os caras não entendem que, se tiver uma confusão no estádio, uma pessoa na cadeira de rodas não tem tanta condição pra sair de um tumulto, por isso o acompanhante é necessário (além, claro, de alguns estádios não terem acessibilidade nenhuma)." (Lucas Segatto Trovo)

"Sou torcedor do Santos, moro em São Paulo e sempre procuro ir aos jogos do Santos. Aqui em São Paulo, vou em 99% dos jogos, menos quando há muita dificuldade em conseguir ingressos, o que acontece nos jogos em que o Peixe não é mandante. Na Vila Belmiro não vou muito por causa do transporte, pois gasto muita grana já que ida e volta dão 170 quilômetros e mais um pedágio de R$ 20,00 na rodovia dos Imigrantes, e lá no estádio tem mais R$ 10,00 de estacionamento. Quando o Santos joga em São Paulo, gasto 6 mangos (ida e volta) de condução e o ingresso. Mesmo assim, ainda vou no estádio quando possível. Porém, meu maior problema é a distância. Se o Peixe jogasse sempre em São Paulo, eu iria em pelo menos uns 40 de 45 jogos possíveis." (Marcel Faria)

Bela do Dia: Krista Allen

Krista Allen, atriz, que fez participações em vários seriados, atuou por alguns anos na famosa novela norte-americana "Days of Our Lives" e protagonizou na década de 90 alguns filmes dela: Emmanuelle. É, aquela Emmanuelle que você está pensando que seja. Passou um filme dela na Band nesta madrugada. O povo preocupado com a sova levada pelo Vitor Belfort no UFC e deixando de lado práticas físicas mais... intensas.

"Torço para o Grêmio e os motivos pelos quais não vou ao estádio são: horário das 22h, falta de segurança e ingressos caríssimos." (Michael Dessoy)

"Não de todos, claro, pois o Grêmio e outros clubes tem uma boa média de público, mas para mim a culpa é dos próprios clubes, que criaram os torcedores de TV, que ficam em casa sentados no sofá, pois querem o dinheiro da TV e tem seus jogos em horários ruins, como 18h30 no fim de semana e 19h30 e 22h nos meios de semana. O campeonato é bom, mas fica dificil para o torcedor ir ao estádio desta forma. Eu já tinha esta opinião e, ao ouvir a mesma opinião do Eugênio Leal na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, fiquei mais ainda convicto." (Paulo Roberto Silva Luz)

Aviso aos navegantes

As mensagens enviadas na sexta e no sábado serão publicadas na próxima coluna junto com as hoje remetidas.

Participe pelo papodebola@gmail.com. Sua opinião será registrada nas próximas colunas.

Clipe do Dia

Paulo Ricardo completa 50 anos neste domingo. Lembremos aqui dele no RPM com o sucessão "Olhar 43".

Arremate

Parabéns a Catalão, que jogará a Série C em 2013 após a classificação do Crac diante do Friburguense no RJ.

"24 Horas" volta depois que soubermos os outros três classificados para a próxima Terceirona!

O COLUNISTA: Edu Cesar é criador e editor do Papo de Bola (autor também da coluna "Papo de Mídia").

TWITTER: @papodebola
E-MAIL: papodebola@gmail.com


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