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24 HORAS
Futebol, esportes, sintonias e belas

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12 de agosto de 2012 - ANO 10, EDIÇÃO 2
24 horas olímpicas: parte 16



Quando começo a escrever esta coluna, passa das 8 da manhã de domingo. A essa hora, a adrenalina baixou bastante. Mas como ela foi intensa das 2 e meia até perto das 4 e meia da tarde deste sábado. Como foi! Levei medo quando as norte-americanas, lideradas pela encapetada Destinee Hooker, massacraram no primeiro set. Fiquei receoso de um chocolate levado pelo Brasil. Mas as gurias de ouro de Pequim queriam repetir a dose. Quem pode culpá-las? Quando experimentamos algo muito bom na vida, não dá vontade de que aquilo não acabe tão cedo ou que uma segunda felicidade aconteça? Pois isso é que motivou a virada extraordinária delas, que não foi apenas neste jogo, mas ao longo da campanha, pontuada pela classificação apertada ao mata-ou-morre e pela épica jornada diante da Rússia nas quartas-de-final. Ali, o título começou a ser desenhado. Quem fez o que fez naquela ocasião poderia fazê-lo uma vez mais. Os Estados Unidos acompanharam de pertinho que assim foi.

Sheilla, Jaqueline, Fernanda Garay, Fabiana, Fabi, Thaísa, Paula Pequeno, Natália, a "Bela do Dia" da coluna de hoje... Todas elas e mais as demais que eu esquecer agora estão de parabéns com "PA" maiúsculo. Aquilo de Atenas, em 2004, agora é mero documento histórico para fins de arquivo jornalístico. Às vezes, é preciso termos um tombo muito doído na vida para termos um motivo para arrancarmos do fundo da alma uma superação que, sem este tombo, talvez não soubéssemos que poderíamos conseguir. Esta seleção brasileira feminina de vôlei, este esquadrão fantástico, estas mulheres preciosas, souberam tirar proveito disso com excelência e chegaram a um merecidíssimo bicampeonato olímpico. O que falei nesta "24 Horas" quando da conquista de quatro anos atrás, quando a volta por cima foi dada de maneira gloriosa, eu repito hoje: eu amo vocês, minhas lindas!!!

Mas elas não chegariam onde chegaram se não houvesse um grande sujeito para comandá-las. José Roberto Guimarães é o primeiro brasileiro três vezes campeão olímpico. Sujeito multivencedor no vôlei, uma múmia de tantas faixas de campeão acumuladas durante a vida. Há poucos dias, lembramos dos 20 anos daquele timaço masculino de vôlei, que nos encheu de alegria em Barcelona. Foi com Zé Roberto na direção que o vôlei dos homens evoluiu de geração de prata para geração de ouro. Agora, foi com Zé Roberto no comando das picapes que o vôlei das mulheres apagou a imagem de "amarelonas" para, duas vezes, fixar a imagem de vencedoras. José Roberto Guimarães é um brasileiro que não foge à luta e que merece toda a nossa consideração.

Consideração que, especificamente neste domingo, não ofereço à seleção masculina. Timaço multicampeão? Sim. Nos deu muitas e muitas alegrias ao longo dos anos? Deu, e agradeço demais por tudo isso. Mas o que aconteceu hoje foi demais pra minha cabeça. 23/20 no terceiro set, dois pontos para o título, aí parece que o clima de "já ganhou" tomou conta do Brasil. Giba entrou para ser homenageado em sua despedida, mas ali não era hora para isso. Não era uma galinha morta do outro lado e sim a Rússia, uma grande equipe. Ela reagiu, diminuiu para 2 x 1 a vantagem brasileira e nosso time morreu anemicamente. A superação do time russo foi espetacular e o ouro com 3 x 2 foi merecidíssimo. Depois da Liga Mundial fraca feita, o Brasil despertou dúvidas. Por isso, a prata foi ótima. Mas convenhamos: se chegou, ganha! Dois match points! Me vejo muito frustrado por isso, reconheço.

Mesmo sem ser campeão, Bernardo Rezende conquistou um feito particular: é o maior medalhista olímpico brasileiro na história, agora com 6 medalhas (prata como jogador em 1984, bronze treinando as gurias em 1996 e 2000, ouro com os homens em 2004 e prata com eles em 2008 e 2012). É uma história que merece respeito. Mas a página precisa ser virada. Uma história bonitaça demais já mostra aquilo que, numa novela, é chamado de "barriga". Que cortemos a "barriga" e passemos a escrever novas tramas para render muitos finais felizes mais.

Voltando a ontem: há derrotas e derrotas. Algumas perdas nos irritam por sentirmos que mais poderia ser obtido, mas que faltou capacidade para tanto. Alvo claro disso que digo: a seleção masculina de futebol. Outras perdas não merecem nossas críticas pois heróicos aqueles que chegaram lá ao superar mil e uma dificuldades e, por detalhe, não atingiram o topo. Alvo claro disso que digo: Esquiva Falcão. Quem, antes desta Olimpíada iniciar, falava dele? Dá pra contar nos dedos de uma só mão. Mas sem badalação, sem holofotes aos montes e com uma história de vida que espero que tenha agora uma grande mudança para melhor, ele foi lá, fez bonitaço no peso médio e, perdendo por 1 ponto para o japonês Ryota Murata, ganhou prata e passou a ser o maior boxeador brasileiro olímpico da história. Ele e o irmão Yamaguchi, que ficou com o bronze, são medalha de ouro na vida.

Ouro, que parece ser a única medalha que Usain Bolt sabe ganhar. Ele não tem vontade de pegar uma prata ou um bronze só para aumentar sua coleção de conquistas? Ô cara chato, eh, eh, eh... Chato nada. Chato é quem não sabe valorizar uma lenda viva como este jamaicano extraordinário. Só em Londres foram três vitórias, a deste sábado no recorde mundial do revezamento 4 x 100, por ele finalizado para a marca de 36s84. Bolt é Gold.

Usain Bolt é daqueles que, mesmo a gente sabendo que só por um "aborto da natureza" não ganhará a prova que disputar, a gente vê graça em todos os seus feitos. Não dá pra dizer o mesmo do basquete feminino, onde já está enjoando a facilidade com que os Estados Unidos ganham o título olímpico. O obtido com 86 x 50 sobre a França foi o quinto consecutivo, sendo 41 vitórias consecutivas. Mas o recorde que fica desta Olimpíada é da gatona australiana Lauren Jackson, que levou seu país ao bronze com 83 x 74 sobre a Rússia. Chegando aos 565 pontos, ela superou a nossa Janeth como maior pontuadora absoluta do basquete feminino em Olimpíadas.

Na manhã deste domingo, a maratona teve vitória de Stephen Kiprotich, de Uganda. Ele engatou a quinta marcha, foi embora e só disse: "não vejo ninguém na minha frente!" A destacar o desempenho positivo do Brasil, mesmo sem medalha. Com o 5° lugar de Marílson Gomes dos Santos, o 8° de Paulo Roberto de Almeida e o 13° de Franck Caldeira, tivemos os três representantes entre os 15 primeiros colocados. Dá alento para o futuro.

O basquete masculino teve um jogo eletrizante valendo a medalha de bronze, com vitória da Rússia por 81 x 77 sobre a Argentina, derrotada apenas no minuto final. Até então, não dava para garantir nada de nada. Assim parecia ser na grande final, pois a Espanha complicou pra burro. Mas deu Estados Unidos com 107 x 100. Bastou pisar no acelerador no último quarto para conquistar mais um ouro. Nem de longe, no entanto, com um massacre.

E da série "a primeira a gente nunca esquece", o penúltimo dia em Londres foi inesquecível para o Gabão, cujo lutador Anthony Obame perdeu a final da categoria acima de 80 kg para o italiano Carlo Molfetta, e para Montenegro, vencido na decisão do handebol feminino pela Noruega por 26 x 23. As pratas conquistadas representaram a primeira medalha olímpica das histórias tanto de Gabão quanto de Montenegro. Histórico!

Atualização das 14:20: e na última prova da Olimpíada de Londres, o Brasil ganhou medalha de bronze com Yane Marques no pentatlo moderno, em grande desempenho encerrado na corrida com tiro.

Memórias de domingo

Na data de hoje, há 105 anos, nasceu o último terceiro pateta dos curtas e penúltimo no geral. Joe Besser, o Joe, substituiu Shemp em "Os Três Patetas" quando este morreu. Ele fez vários filmes de 1955 até 1959 e não era tão agitado quanto Curly e Shemp, sendo mais frágil e delicado, como quando dizia ao ser atingido pelas habituais e clássicas pancadas do filme do trio: "não tão forte!" Joe morreu em 1988.

Também neste domingo, há 30 anos, o cinema perdeu um grande ator: Henry Fonda, cuja família não é apenas uma família e sim uma dinastia cinematográfica, pai que foi de Jane e Peter, além de avô de Bridget. Em 1981, Henry venceu o Oscar de melhor ator por "Num Lago Dourado". Até Christopher Plummer vencer este ano por "The Beginners", Henry foi o ator mais velho a vencer o prêmio da Academia. Sua carreira teve obras como "Jezebel", "As Vinhas da Ira", "Paixão dos Fortes", "Mr. Roberts" e "Os Seus, os Meus, os Nossos".

Bela do Dia: Dani Lins

Dani Lins, levantadora da seleção brasileira feminina de vôlei. Mais uma campeã olímpica a abrilhantar as páginas desta "24 Horas".

Aviso aos navegantes

Sábado todo em função da Olimpíada, do Brasileirão e até de concurso de miss (mas dele falarei na "24 Horas" desta segunda-feira). Quase 30 horas acordado. O corpo pediu descanso prolongado. Dormi perto da 1h e acordei lá pelas 7h. Ainda que em quatro horas e meia consegui concluir tudo. Desta forma, não atendo hoje os amigos do Brasil e passarei o domingo inteiro colocando em ordem tanto os e-mails pendentes quanto o rescaldo final dos Jogos de Londres, além de acompanhar o Campeonato Brasileiro. Hoje é o último dia olímpico e, com isso, a casa voltará a ficar em ordem pois mais e mais horas ganharei para colocar a casa no lugar. Agradeço pela compreensão do pessoal nestas duas semanas e meia, que cansaram muito, mas deixarão saudades.

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Clipe do Dia

Se não tivesse falecido em 1983, a guerreira Clara Nunes completaria 70 anos neste domingo. Grande cantora, belíssima voz, ligada à umbanda e às tradições afro-brasileiras. Sua obra merece ser revista e, por quem não a acompanhou, conhecida. Aqui, um exemplo: "O Mar Serenou", apresentada em um "Globo de Ouro" de 1975.

Arremate

Mais do qualquer outra coisa, esta foi a Olimpíada do Twitter. Nunca mais as demais serão iguais depois desta.

"24 Horas" volta antes que os Jogos do Rio de Janeiro tenham início!

O COLUNISTA: Edu Cesar é criador e editor do Papo de Bola (autor também da coluna "Papo de Mídia").

E-MAIL: papodebola@gmail.com


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